sábado, 26 de agosto de 2017

























sábado, 11 de julho de 2015

Vivo

Sem pensar,
sem pestanejar,
minhas atitudes se colocam
diante da vida,
cheias de virtudes,
de enganos,
cheias de esperanças,
de desesperos,
cheias de mim,
cheias de todos.
Encontro no ar meus anseios,
ouço no vento minhas palavras
e a cada instante,
mais e mais,
sem pensar,
sem pestanejar,
vivo!

jiw10/7/15

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Joguei o silêncio na tela
e pude ver suas cores,
sentir suas dores,
seus segredos.
A cada instante um gemido
sei lá de que cor,
talvez uma quimera distante
sem perfume,
sem nome,
só dor.

Jiw 19/5/15
Sem pé nem cabeça

Meus dias estão assim,
envoltos em brumas,
luzes e cores.
Céus de anil,
chão de areia,
pedras, pedregulhos.
Meus dias estão assim,
radiantes e cegos
ao mesmo tempo,
sem a menor capacidade
de manterem-se.
Chão de areia,
céus de anil,
luzes e cores
envoltas em brumas,
meus dias estão assim.

jiw19/5/15

domingo, 17 de junho de 2012

Lentamente seguem as horas
divertindo-se com meu faz de conta
já não sinto o tempo
nem o vento
o que atento?
o que acalento?
sei lá!
saber nem tento...

jiw 17.06.12

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O dia de hoje é melancólico.
As ausências físicas tornam-se mais nítidas,
A saudade dos entes queridos que já se encontram do outro lado da vida nos leva a meditar sobre quão passageira é a vida terrena.
Acredito piamente que a vida não acaba num túmulo.
Há muita gente entre nós, morta de espírito, morta de esperanças, morta de tudo...
E porque as avistamos, não há o sofrimento da ausência!
Convém lembrar, então, que todos os que já se foram, continuam vivos em nossa memória, em nosso coração. Continuam vivos nas nossas atitudes, quando externamos o que com eles aprendemos. Continuam vivos como filhos de Deus que são e um dia iremos novamente nos reencontrar!
A saudade de hoje é necessária, assim como a saudade de todos os dias.
Ofereçamos com as flores o nosso carinho,
o nosso agradecimento.
Até um dia...

jiw.02/11/11

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Último dia de outubro!
O mês voou literalmente.
Ficaram pelas curvas do tempo as missangas,
as tintas e as telas.
Por outro lado, muitas outras coisas
sairam das prateleiras e das gavetas,
dando-se ao mundo em forma de trabalho.
Flores ao vento, vento sul gelado.
O que nos reservará novembro?
Com certeza outras etapas vencidas,
muitas etapas iniciando...
quero, porém, ter tempo para apreciar o
arrebol!

jiw 31.10/11

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O certo tornou-se incerto
e a cada dia se distancia ainda mais.
Onde buscar? O que fazer?
Caminhos dispersos,
pensamentos dispersos,
tudo perdido em brumas.
Não me arrisco em palpites,
nem em sonhos.
Tenho apenas a realidade
nua e crua,
cruíssima.

jiw 18/4/11

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Eu já havia me estressado bastante por não conseguir encaminhar uma encomenda.
Comprei um lanche e saí andando a esmo pelas ruas, olhando as vitrines, descobrindo endereços, lojas de embalagens, de consertos de eletrodomésticos.
Na verdade eu precisava passar o tempo, tinha um comprimisso mais tarde e não queria afastar-me do local marcado.
De repente comecei a ouvir vozes rezando, cantos sendo entoados. Voltei-me e deparei-me com uma procissão. Uma mulher carregava uma cruz com um pano roxo, cor da quaresma.Senhoras traziam velas acesas dentro de uma luminária que as protegia do vento. As pessoas acompanhavam a caminhada, junto com o padre, que em vestes brancas e roxas, convocava todos a participar da Via Sacra.
Fiquei surpresa!Parei ... o grupo parou na minha frente, rezando a 12a. Estação. Senti um forte desejo de participar...juntei-me àquelas pessoas e logo adentramos à igreja. O sino tocava, acolhendo a todos. Ajoelhamos e recebemos a benção do Santíssimo. Em seguida foi o ofertório, a consagração e a comunhão. O Pão e Vinho, Corpo e Sangue de Jesus. A benção final. A cerimônia terminou, faltava 10 minutos para o meu compromisso. Fazia tempo que eu não ia à casa do Pai. Eu que andava sozinha, em círculos, vendo o tempo passar, acabei acolhida e abençoada. Literalmente, hoje Jesus me encontrou na rua...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Olhei para dentro de mim ... não encontrei os pincéis. Encontrei tubos de tintas espalhados, cavaletes sem telas... Onde anda minha inspiração? Onde se perderam minhas emoções? Ouço a máquina trepidando no concreto... E eu busco cada vez mais o abstrato... jiw 12.3.11